Ambientalistas festejam Dia da Terra com protesto contra alterações no Código Florestal e construção de Belo Monte
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| por Thais Leitão, da Agência Brasil |
Rio
de Janeiro – Um grupo de ambientalistas promoveu no fim da manhã de
hoje (22), no Rio de Janeiro, um ato simbólico para marcar o Dia da
Terra. Eles estenderam faixas e cartazes na areia da Praia de Copacabana
em protesto contra a proposta de alteração do Código Florestal
Brasileiro e a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.
de Janeiro – Um grupo de ambientalistas promoveu no fim da manhã de
hoje (22), no Rio de Janeiro, um ato simbólico para marcar o Dia da
Terra. Eles estenderam faixas e cartazes na areia da Praia de Copacabana
em protesto contra a proposta de alteração do Código Florestal
Brasileiro e a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.
Organizada
pelo Comitê Fluminense pelas Florestas, com apoio do Grupo de Trabalho
do Rio de Janeiro de Mobilização para a Cúpula dos Povos (GT Rio) e da
organização não governamental (ONG) Greenpeace, a manifestação seria uma
passeata pela orla de Copacabana. Mas, por causa da chuva que atinge a
capital fluminense neste domingo, no entanto, o grupo decidiu transferir
o protesto para a área em frente ao Hotel Copacabana Palace e marcar um
novo dia para promover a Marcha pelo Meio Ambiente. A data da marcha
ainda será definida.
pelo Comitê Fluminense pelas Florestas, com apoio do Grupo de Trabalho
do Rio de Janeiro de Mobilização para a Cúpula dos Povos (GT Rio) e da
organização não governamental (ONG) Greenpeace, a manifestação seria uma
passeata pela orla de Copacabana. Mas, por causa da chuva que atinge a
capital fluminense neste domingo, no entanto, o grupo decidiu transferir
o protesto para a área em frente ao Hotel Copacabana Palace e marcar um
novo dia para promover a Marcha pelo Meio Ambiente. A data da marcha
ainda será definida.
Para uma das organizadoras do movimento,
Elzimar Gomes da Silva, apesar de a chuva ter atrapalhado os planos
iniciais do grupo, o protesto foi importante para alertar os cidadãos
sobre essas questões. “Precisamos continuar a luta para mobilizar a
população e mostrar que queremos um Código Florestal melhor, que
respeite o campo. As manobras políticas e a maneira como o meio ambiente
está sendo desconsiderado são questões relevantes. Do jeito que está, o
código autoriza a ocupação em manguezal, em topo de morro e várias
outras questões que são prejudiciais ao meio ambiente”, explicou.
Elzimar Gomes da Silva, apesar de a chuva ter atrapalhado os planos
iniciais do grupo, o protesto foi importante para alertar os cidadãos
sobre essas questões. “Precisamos continuar a luta para mobilizar a
população e mostrar que queremos um Código Florestal melhor, que
respeite o campo. As manobras políticas e a maneira como o meio ambiente
está sendo desconsiderado são questões relevantes. Do jeito que está, o
código autoriza a ocupação em manguezal, em topo de morro e várias
outras questões que são prejudiciais ao meio ambiente”, explicou.
A
coordenadora do grupo de voluntários do Greenpeace no Rio, Vânia
Stolze, que também participou do protesto, criticou a decisão do relator
do novo Código Florestal, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), de retirar do
texto aprovado pelo Senado o Artigo 62, referente às áreas de
preservação permanente (APPs) às margens de rios, que, segundo o
deputado, trata-se de um assunto que deve ser abordado em outro momento,
por meio de projeto de lei ou medida provisória.
coordenadora do grupo de voluntários do Greenpeace no Rio, Vânia
Stolze, que também participou do protesto, criticou a decisão do relator
do novo Código Florestal, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), de retirar do
texto aprovado pelo Senado o Artigo 62, referente às áreas de
preservação permanente (APPs) às margens de rios, que, segundo o
deputado, trata-se de um assunto que deve ser abordado em outro momento,
por meio de projeto de lei ou medida provisória.
“É escandaloso
ter a margem dos rios desprotegida. O Brasil precisa da sua água, toda a
nossa geração de energia é feita praticamente a partir de
hidrelétricas. As alterações propostas no relatório geram um retrocesso
muito grande”, opinou. Vânia Stolze disse ainda que a construção da
Usina Hidrelétrica de Belo Monte é “muito preocupante” pelo impacto
ambiental “sem medida” que gera.
ter a margem dos rios desprotegida. O Brasil precisa da sua água, toda a
nossa geração de energia é feita praticamente a partir de
hidrelétricas. As alterações propostas no relatório geram um retrocesso
muito grande”, opinou. Vânia Stolze disse ainda que a construção da
Usina Hidrelétrica de Belo Monte é “muito preocupante” pelo impacto
ambiental “sem medida” que gera.
“A energia elétrica que será
gerada não vai favorecer o Sudeste, que é quem mais precisa no país, mas
as siderúrgicas que estão instaladas lá perto. Além disso, há questões
como o desvio do Rio Xingu e a retirada de um enorme volume de terra
para a sua construção, que vão gerar desmatamentos e outras
consequências sobre as quais nem temos noção”.
gerada não vai favorecer o Sudeste, que é quem mais precisa no país, mas
as siderúrgicas que estão instaladas lá perto. Além disso, há questões
como o desvio do Rio Xingu e a retirada de um enorme volume de terra
para a sua construção, que vão gerar desmatamentos e outras
consequências sobre as quais nem temos noção”.
Vânia lamentou
ainda que o Brasil não tenha resolvido essas questões antes da
Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a
Rio+20. “Os ambientalistas estão muito desanimados porque, com a
realização da conferência, o mundo todo vira os olhos para cá. O país
pode se desenvolver, mas sem agredir tanto o meio ambiente”, disse.
ainda que o Brasil não tenha resolvido essas questões antes da
Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a
Rio+20. “Os ambientalistas estão muito desanimados porque, com a
realização da conferência, o mundo todo vira os olhos para cá. O país
pode se desenvolver, mas sem agredir tanto o meio ambiente”, disse.
Também
foram programados protestos em outras cidades do país. Em Brasília, a
organização não governamental ambientalista WWF programou um voo do
balão da ONG na Esplanada dos Ministérios, no coração da capital do
país. O balão é famoso por estampar um urso-panda, logomarca da WWF. A
esplanada concentra a programação do aniversário de 52 anos de Brasília.
foram programados protestos em outras cidades do país. Em Brasília, a
organização não governamental ambientalista WWF programou um voo do
balão da ONG na Esplanada dos Ministérios, no coração da capital do
país. O balão é famoso por estampar um urso-panda, logomarca da WWF. A
esplanada concentra a programação do aniversário de 52 anos de Brasília.
Via: Envolverde
