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	<title>Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas</title>
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	<description>O GESP é uma entidade voluntária, sem fins lucrativos, que luta pela preservação do meio ambiente.</description>
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	<title>Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas</title>
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		<title>Descarte irregular transforma terrenos e margens de rios em depósitos de lixo em Passo Fundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[administrador@sentineladospampas.eco.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 17:59:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Denúncias]]></category>
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					<description><![CDATA[Cenário em diversos pontos de Passo Fundo é de descarte irregular de objetos. Jean Pimentel / RBS TV/ Reprodução Sacolas, garrafas e roupas são vistos com frequência em locais inadequados. Jean Pimentel / RBS TV/ Reprodução Poluição afeta não só o local do descarte, mas também ao redor. Além do impacto ambiental, descarte irregular gera [&#8230;]]]></description>
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<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="613" height="408" src="https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/image-4.png" alt="" class="wp-image-12640" srcset="https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/image-4.png 613w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/image-4-300x200.png 300w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/image-4-205x136.png 205w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/image-4-480x319.png 480w" sizes="(max-width: 613px) 100vw, 613px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Cenário em diversos pontos de Passo Fundo é de descarte irregular de objetos. Jean Pimentel / RBS TV/ Reprodução</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sacolas, garrafas e roupas são vistos com frequência em locais inadequados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jean Pimentel / RBS TV/ Reprodução</p>



<p class="wp-block-paragraph">Poluição afeta não só o local do descarte, mas também ao redor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do impacto ambiental, descarte irregular gera transtornos para moradores e aumenta custos de limpeza pública</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por Tatiana Tramontina</p>



<p class="wp-block-paragraph">Repórter</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/passo-fundo/geral/noticia/2026/08/descarte-irregular-transforma-terrenos-e-margens-de-rios-em-depositos-de-lixo-em-passo-fundo-cmsyqnszh00kc013gb9hcpisd.html">https://gauchazh.clicrbs.com.br/passo-fundo/geral/noticia/2026/08/descarte-irregular-transforma-terrenos-e-margens-de-rios-em-depositos-de-lixo-em-passo-fundo-cmsyqnszh00kc013gb9hcpisd.html</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sofás abandonados, colchões jogados em terrenos, restos de móveis, entulho e até animais mortos.&nbsp;<strong>Cenas como essas fazem parte da rotina de diferentes bairros de&nbsp;</strong>Passo Fundo, no norte do Estado e revelam um problema que vai muito além da poluição visual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O descarte irregular de resíduos continua sendo uma reclamação frequente da população e&nbsp;<strong>preocupa moradores</strong>, ambientalistas e o poder público. Além dos transtornos causados a quem vive próximo desses locais, o lixo descartado de forma inadequada acaba chegando aos rios, córregos e áreas de preservação, especialmente em períodos de chuva intensa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">“Não dá dois dias e está tudo cheio de lixo de novo”</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No bairro São Luiz Gonzaga, o soldador&nbsp;<strong>Volnei Ferreira Ribas</strong>&nbsp;convive com a situação há pelo menos uma década. Morador da região há mais de 40 anos, ele conta que a&nbsp;<strong>comunidade frequentemente precisa se mobilizar para limpar</strong>&nbsp;o local por conta própria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">— A gente limpa. Meu irmão limpa, meu vizinho também ajuda. Porque, senão, nem sei como estaria isso aqui. A prefeitura&nbsp;<strong>vem de tempos em tempos e faz uma limpeza</strong>, mas não passa dois dias e está tudo cheio de lixo de novo — relata.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ele, o problema vai além dos móveis e entulhos descartados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">— É de tudo que é bicho que&nbsp;<strong>eles jogam aí</strong>. E a gente acaba fazendo um buraco na terra para enterrar porque não dá para aguentar o cheiro — conta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A história muda de endereço, mas se repete em diversas regiões da cidade. Na Vila dos Ferroviários, o aposentado&nbsp;<strong>José Teixeira</strong>&nbsp;afirma que perdeu a conta de quantas vezes presenciou o descarte irregular próximo de casa. Segundo ele,&nbsp;<strong>grande parte do material é deixada durante a madrugada</strong>&nbsp;ou em horários de pouca movimentação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">— Eles vêm e colocam de madrugada, de noite ou bem cedo. A gente acorda e o lixo está ali.&nbsp;<strong>Eu já recolhi muito lixo perto da casa</strong>&nbsp;e até queimei porque não dava mais para suportar. Quando vem uma chuva grande, esse lixo acaba entupindo os bueiros. A água não consegue escoar direito e acaba indo para outras casas — diz.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O lixo não para onde é descartado</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se em um primeiro momento o descarte&nbsp;<strong>irregular parece atingir apenas terrenos baldios ou áreas públicas</strong>, o problema costuma seguir outro caminho. Durante períodos de chuva, parte dos resíduos é carregada pela água e acaba chegando aos rios e córregos urbanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o diretor do Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas,&nbsp;<strong>Paulo Fernando Cornélio</strong>, o acúmulo de resíduos interfere diretamente na dinâmica dos rios. Segundo ele, quando lixo e entulho ocupam o espaço por onde a água deveria circular, o resultado costuma aparecer em períodos de chuva mais intensa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">— Quando rios e riachos acumulam uma quantidade muito grande de resíduos, eles perdem parte da capacidade de escoar a água.&nbsp;<strong>O rio precisa de espaço</strong>&nbsp;para que esse fluxo aconteça de forma adequada. Quando isso não ocorre, a água avança para as margens e acaba impactando as famílias que vivem nesses locais. De acordo com Cornélio, os prejuízos podem ser significativos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">— Muitas vezes essas famílias perdem aquilo que construíram ao longo de toda a vida em consequência dos alagamentos — comenta.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Educação ambiental e fiscalização são apontadas como desafios</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para o ambientalista, resolver o problema envolve duas frentes principais: conscientização e fiscalização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">— Primeiro, existe a necessidade de fortalecer a educação ambiental. Segundo, é preciso ampliar a fiscalização e a presença do poder público para evitar que essas situações continuem acontecendo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Segundo ele</strong>, apenas retirar o lixo das áreas atingidas não resolve o problema de forma definitiva.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Prefeitura diz que realiza fiscalização</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Secretaria Municipal do Meio Ambiente afirma que mantém equipes responsáveis por fiscalizar áreas com histórico de descarte irregular e também atua a partir de denúncias feitas pela população.&nbsp;<strong>Quando os responsáveis são identificados</strong>, podem ser autuados e multados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O secretário municipal do Meio Ambiente,&nbsp;<strong>Eduardo Hammel</strong>, afirma que a principal dificuldade está em flagrar a irregularidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">— O ideal é receber a denúncia e encontrar o infrator no momento em que ele está realizando o descarte.&nbsp;<strong>Mas, na maioria das vezes</strong>, quando a equipe chega ao local, a pessoa já foi embora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando não é possível identificar o responsável, a remoção do material passa a ser feita pelos serviços municipais de limpeza.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Às margens do Rio Passo Fundo, a Prefeitura mantém caçambas destinadas</strong>&nbsp;ao descarte adequado de resíduos. Além disso, duas barreiras flutuantes foram instaladas para tentar reter parte do lixo transportado pela correnteza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, durante os temporais registrados recentemente, as estruturas acabaram sendo arrastadas pela força da água. Segundo a administração municipal, a reinstalação das barreiras deve ocorrer após a redução do nível do rio.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como descartar corretamente</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A prefeitura orienta que moradores utilizem os canais oficiais para se desfazer de móveis velhos, eletrodomésticos e outros materiais volumosos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Hammel, a população pode procurar a Secretaria Municipal do Meio Ambiente para receber orientações&nbsp;<strong>sobre a destinação correta dos resíduos</strong>. Também é possível solicitar a coleta de materiais volumosos junto à Secretaria de Serviços Gerais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O serviço pode ser agendado pelo telefone&nbsp;<strong>(54) 3313-7576</strong>&nbsp;ou por meio do aplicativo&nbsp;<strong>Cidadão Online</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resíduos recolhidos são encaminhados ao Ecoponto Municipal, localizado na&nbsp;<strong>Rua Eduardo de Brito, no bairro Annes</strong>, onde a população também pode realizar o descarte diretamente.</p>
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		<title>Agenda 21 recebe homenagem da Câmara Municipal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[administrador@sentineladospampas.eco.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 14:02:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Sessão Solene contempla os 20 anos de atuação da entidade 29 de julho de 2026 Crédito da notícia: Carlos Vinícius de Sá Crédito da imagem: Carlos Vinícius de Sá e Thomas Helmuth A Câmara Municipal de Passo Fundo prestou reconhecimento ao Fórum Permanente da Agenda 21 por seus 20 anos de atividades voltadas a pautas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Sessão Solene contempla os 20 anos de atuação da entidade</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">29 de julho de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Crédito da notícia</strong>: Carlos Vinícius de Sá</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Crédito da imagem</strong>: Carlos Vinícius de Sá e Thomas Helmuth</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Câmara Municipal de Passo Fundo prestou reconhecimento ao Fórum Permanente da Agenda 21 por seus 20 anos de atividades voltadas a pautas que englobam o meio ambiente em cerimônia realizada nesta quarta-feira (29), no Plenário Sete de Agosto. A Sessão Solene foi prestigiada por parlamentares, representantes do Executivo, do judiciário, das forças de segurança e de entidades ambientais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A solenidade foi proposta pelo vereador Nharam Carvalho (União Brasil) e autorizada por unanimidade pelos parlamentares. O 1º secretário da Câmara, vereador Felipe Manfroi (PSD), comandou a sessão, sendo acompanhado na Mesa Oficial pelo secretário municipal de Obras, Rubens Astolfi, o promotor do Ministério Público Estadual, Paulo Cirne; o representante da Patrulha Ambiental (PATRAM), Major Leandro da Cruz Goés; além do diretor do Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas, Paulo Fernando Cornélio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seu espaço, Nharam destacou as origens da Agenda 21, em 2006, por seu propósito em unir proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica, propondo um novo padrão de desenvolvimento. Também lembrou a proatividade da instituição pela pauta de uma cidade mais sustentável. “Suas ações alcançaram temas fundamentais para a qualidade de vida da população, como meio ambiente, recursos hídricos, saneamento, mobilidade urbana, resíduos sólidos, educação ambiental, planejamento urbano e políticas públicas. Ainda deve-se reconhecer sua participação em conselhos, comitês, conferências, audiências públicas e espaços de debate, contribuindo para a construção e o acompanhamento de planos municipais e políticas públicas. Essa história também é feita de educação e mobilização”, pontuou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O vereador ainda apontou ações de mobilização promovidas pela entidade no decorrer das duas décadas, e sua importância em agir sobre causas que seguem sendo de grande importância em relação ao meio ambiente. “Vivemos um tempo em que os desafios ambientais e sociais se tornam cada vez mais complexos. As mudanças climáticas, a preservação dos recursos naturais, a gestão dos resíduos, a proteção da água e a construção de cidades mais humanas exigem união, planejamento e responsabilidade. Por isso, estes 20 anos não representa apenas uma trajetória que merece ser celebrada. Ela representa um compromisso que precisa continuar”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após o ato de entrega da placa que condecora os 20 anos da Agenda 21, o secretário da instituição, Ademar Marques, fez uso de seu espaço na tribuna. Após seu discurso, ele entregou ao vice-presidente da Casa, vereador Edson Nascimento, um certificado à Câmara em nome da entidade pelos seus 20 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em sua fala, endossou as duas décadas de trabalho da instituição referendando a história do movimento ecológico ambientalista de Passo Fundo. Ele lembrou de diversas entidades e pessoas que colaboraram para seu crescimento durante o período. “Essa não é uma tarefa única nossa, mas sim, de toda a cidade e ela abraçou muito bem todas as diretrizes, os princípios da Agenda 21 e os objetivos de desenvolvimento sustentável. Passo Fundo tem preocupação com a questão ambiental, temos muito ainda a avançar, mas já avançamos muito nas políticas públicas”, reforçou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademar ainda mencionou, dentre os avanços necessários, dois itens tidos como desafiadores para os próximos anos. Trata-se dos resíduos sólidos e as mudanças climáticas, sendo este último considerado de grande urgência. “Os resíduos sólidos são um desafio para todos os gestores municipais, pois é preciso universalizar a coleta seletiva em nossa cidade. Já as mudanças climáticas, não há como fechar os olhos a elas. Nosso estado tem sofrido muito com elas e diversos países também com os impactos climáticos, pois houve uma alteração. Nosso modo de produzir bens e serviços tem levado a esse esgotamento. Por isso é importante saudar que isso está gerando uma nova forma, há uma preocupação de gestão ambiental nas empresas, nas organizações e isso tem sido um fator positivo e importante em nossa cidade”, completou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Agenda 21</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Fórum Permanente da Agenda 21 é um órgão de planejamento participativo, sendo criado mediante o decreto-lei nº 131/2006, com o propósito de promover o desenvolvimento sustentável, integrar ações socioambientais e cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no município. Seu surgimento vem dos desdobramentos da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Eco-92). Desse então, destaca-se por sua atuação permanente e com protagonismo pelo desenvolvimento sustentável, elaborando e discutindo diagnósticos socioambientais complexos, promovendo a educação ambiental e implementando metas que harmonizam o crescimento econômico, a justiça social e a preservação ecológica.</p>
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		<title>Cáritas promove formação em Ética do Cuidado Ambiental e das Pessoas no Interdiocesano Norte do RS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[administrador@sentineladospampas.eco.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 00:03:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>
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					<description><![CDATA[Encontro das Cáritas Arqui/diocesanas do Norte do Estado aconteceu nos dias 5 e 6 de agosto de 2026 em Erechim &#160;Publicação: 14/08/2026 https://rs.caritas.org.br/noticias/caritas-promove-formacao-em-etica-do-cuidado-ambiental-e-das-pessoas-no-interdiocesano-norte-do-rs Chuva de granizo: ansiedade climática durante o encontro de formação A bióloga Flávia Biondo da Silva, da Universidade de Passo Fundo (UPF), explicava o cenário das mudanças do clima em nível mundial [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Encontro das Cáritas Arqui/diocesanas do Norte do Estado aconteceu nos dias 5 e 6 de agosto de 2026 em Erechim</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Publicação: 14/08/2026</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://rs.caritas.org.br/noticias/caritas-promove-formacao-em-etica-do-cuidado-ambiental-e-das-pessoas-no-interdiocesano-norte-do-rs">https://rs.caritas.org.br/noticias/caritas-promove-formacao-em-etica-do-cuidado-ambiental-e-das-pessoas-no-interdiocesano-norte-do-rs</a></p>



<div class="wp-block-cover"><img decoding="async" width="1024" height="576" class="wp-block-cover__image-background wp-image-12618" alt="" src="https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f22b55a2df-1024x576.jpg" data-object-fit="cover" srcset="https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f22b55a2df-1024x576.jpg 1024w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f22b55a2df-300x169.jpg 300w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f22b55a2df-768x432.jpg 768w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f22b55a2df-1536x864.jpg 1536w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f22b55a2df-205x115.jpg 205w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f22b55a2df-480x270.jpg 480w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f22b55a2df.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><span aria-hidden="true" class="wp-block-cover__background has-background-dim"></span><div class="wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-large-font-size wp-block-paragraph"></p>
</div></div>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Chuva de granizo: ansiedade climática durante o encontro de formação</p>



<p class="wp-block-paragraph">A bióloga Flávia Biondo da Silva, da Universidade de Passo Fundo (UPF), explicava o cenário das mudanças do clima em nível mundial e na região norte do Estado quando começou uma chuva de granizo no Erechim (RS). Ficou impossível prosseguir: pelo barulho e pela tensão que tomou conta do salão do Santuário Nossa Senhora de Fátima. Todas e todos participantes da etapa do Interdiocesano Norte do “Programa de Formação Regional: a Ética do Cuidado Ambiental e das Pessoas” ali reunidos aguardaram, esperando pelo que viria a acontecer. Algumas pessoas foram para as janelas gravar, com seu celular, para registrar o tamanho das pedras de granizo. Até que uma pessoa puxou uma oração. E outra pessoa, e mais outra, e mais outra saíram das janelas e foram se juntando no centro do salão, até que um grande círculo unido por mãos e emoções rezou em uníssono, fazendo ecoar um som mais alto do que o da chuva. Tão logo a tempestade acalmou, Roseli Pereira Dias, assessora da Cáritas Regional RS, chamou todo mundo para voltar ao trabalho.</p>



<div class="wp-block-cover"><img decoding="async" width="1024" height="576" class="wp-block-cover__image-background wp-image-12619" alt="" src="https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f158032d5b-1024x576.jpg" data-object-fit="cover" srcset="https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f158032d5b-1024x576.jpg 1024w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f158032d5b-300x169.jpg 300w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f158032d5b-768x432.jpg 768w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f158032d5b-1536x864.jpg 1536w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f158032d5b-205x115.jpg 205w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f158032d5b-480x270.jpg 480w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f158032d5b.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><span aria-hidden="true" class="wp-block-cover__background has-background-dim"></span><div class="wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-large-font-size wp-block-paragraph"></p>
</div></div>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Simbolismo: de mãos dadas, em oração, grupo esperou a chuva acalmar para prosseguir com o encontro</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este momento simbólico de fé e presença transformadora diante da ansiedade causada pelas emergências socioclimáticas na prática permeou o encontro durante os dias 5 e 6 de agosto de 2026. Organizado pela Cáritas Regional RS, em articulação com as Cáritas Arqui/Diocesanas de Passo Fundo, Vacaria e Erexim, o evento reuniu agentes das Cáritas Interdiocesanas da Região Norte, além de Pastorais e de outras entidades parceiras para aprofundar a temática socioambiental e climática. O objetivo do Programa de Formação é refletir sobre o contexto das emergências climáticas e seus impactos em cada região, e como atuar sobre este tema junto com as comunidades, em consonância com as orientações da Cáritas Internacional e os princípios da Doutrina Social da Igreja e da pastoralidade transformadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A programação em Erechim incluiu uma visita à Barragem da Hidrelétrica de Itá, localizada no rio Uruguai, no município de Aratiba (RS). Em uma reunião realizada dentro do Museu do Balseiro, o grupo escutou atentamente a história dos balseiros do rio Uruguai e dos impactos da barragem para a população local em uma roda de conversa com Nilo Brand, morador da região, e com Marcio Luiz Romanoski, coordenador do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) no Alto Uruguai.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f17a42f469-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-12620" srcset="https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f17a42f469-1024x768.jpg 1024w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f17a42f469-300x225.jpg 300w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f17a42f469-768x576.jpg 768w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f17a42f469-1536x1152.jpg 1536w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f17a42f469-2048x1536.jpg 2048w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f17a42f469-205x154.jpg 205w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f17a42f469-480x360.jpg 480w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Roda de Conversa: Nilo Brand (na foto acima, em pé, à esq.) e Marcio Luiz Romanoski (em pé, à dir) falaram sobre os ciclos econômicos da região e os impactos da barragem.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">“A visita à Barragem da Hidrelétrica de Itá contribuiu para aproximar a reflexão da realidade concreta, favorecendo uma percepção mais ampla das relações entre território, recursos naturais, desenvolvimento e vida das comunidades”, avaliou Dione Maria de Almeida Gollo, coordenadora de Pastoral atendida pela Cáritas em Lagoa Vermelha.</p>



<div class="wp-block-cover"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" class="wp-block-cover__image-background wp-image-12621" alt="" src="https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f19b6b897d-1024x576.jpg" data-object-fit="cover" srcset="https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f19b6b897d-1024x576.jpg 1024w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f19b6b897d-300x169.jpg 300w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f19b6b897d-768x432.jpg 768w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f19b6b897d-1536x864.jpg 1536w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f19b6b897d-205x115.jpg 205w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f19b6b897d-480x270.jpg 480w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f19b6b897d.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><span aria-hidden="true" class="wp-block-cover__background has-background-dim"></span><div class="wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-large-font-size wp-block-paragraph"></p>
</div></div>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Missa pelos 70 anos da Cáritas Brasileira: momento de reafirmar a fé e presença transformadora</p>



<p class="wp-block-paragraph">No final do primeiro dia de encontro, aconteceu a celebração eucarística pelos 70 anos da Cáritas Brasileira, com missa no Santuário Nossa Senhora de Fátima celebrada por Dom Sílvio Guterres Dutra, bispo referencial da Cáritas RS.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Cáritas da Paróquia Nossa Senhora da Salete de Erechim gentilmente ofereceu um jantar a todas as pessoas participantes da formação, com um delicioso bolo de aniversário em homenagem aos 70 anos da Cáritas Brasileira.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f1dcec8a33-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-12622" srcset="https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f1dcec8a33-1024x576.jpg 1024w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f1dcec8a33-300x169.jpg 300w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f1dcec8a33-768x432.jpg 768w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f1dcec8a33-1536x864.jpg 1536w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f1dcec8a33-205x115.jpg 205w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f1dcec8a33-480x270.jpg 480w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f1dcec8a33.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Jantar celebrativo: representantes das Cáritas Arqui/diocesanas de Erexim, Vacaria e Passo Fundo assopram vela de 70 anos</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imersão territorial e as reflexões no grande grupo</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-06-at-09.02.06-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-12625" srcset="https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-06-at-09.02.06-1024x768.jpeg 1024w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-06-at-09.02.06-300x225.jpeg 300w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-06-at-09.02.06-768x576.jpeg 768w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-06-at-09.02.06-1536x1152.jpeg 1536w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-06-at-09.02.06-205x154.jpeg 205w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-06-at-09.02.06-480x360.jpeg 480w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-06-at-09.02.06.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Análise de conjuntura: bióloga Flávia Biondo da Silva</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">No dia seguinte, em sua intervenção, a professora e bióloga Flávia Biondo da Silva, que é do Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (GESP), propôs um exercício de imaginação a partir da visita à área da barragem e ao Museu do Balseiro. No local havia um tronco de um cedro de mais de um metro de diâmetro. “Imaginem aquele cedro vivo. Quantos metros devia ter? Uns 40 metros, no mínimo. Temos árvores assim hoje no Estado do Rio Grande do Sul?”, perguntou. O cedro, explicou, era de 150 anos atrás. Angicos, araucárias, pinheiros, guajuviras foram testemunhas da destruição, e hoje não encontramos mais árvores destes diâmetros. Lembrou também que as raízes destas árvores, profundas igualmente, seguravam o solo que agora é visível na cor da água da Barragem de Itá.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em sua análise, a bióloga destacou a relação entre o que ocorre no Planalto e no Alto Uruguai e a situação da Região Metropolitana de Porto Alegre. “Aqui temos vendaval e secas porque estamos nas cabeceiras dos rios. Quando há estiagem, o nível hidrostático baixa nas nascentes, e sofremos. Estamos contribuindo com várias bacias hidrográficas que vão se juntar com outras, então temos corresponsabilidade com as situações que ocorrem nas regiões mais baixas”, complementou.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Flávia, é preciso encontrar soluções para segurar a água. Ela lembrou dos impactos de um processo de manipulação que mata o solo: êxodo rural, drenagens e soterramentos de nascentes e banhados, desmatamentos para o plantio de soja. “Precisamos fazer com que nossos netos e netas aprendam o que é uma araucária, uma guabiroba, e que, ao retirar uma árvore, esta ação diminui a biodiversidade do entorno.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lucas D’Ávila, da Cáritas Brasileira, e Roseli Pereira Dias, assessora do Secretariado Regional da Cáritas RS, apresentaram aspectos da Política Nacional de Proteção e Defesa Civil e da metodologia da Cáritas a partir das experiências acumuladas na área de atuação de Meio Ambiente, Gestão de Risco e Emergências.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A Defesa Civil deve atuar antes, durante e depois, mas geralmente só é conhecida no momento depois das emergências”, lembrou Roseli Ela mostrou a página na Internet do Plano “Prepara RS”, onde se poderia encontrar os planos de contingência dos municípios no Estado, e&nbsp; questionou se alguém presente no encontro sabia ou se foi convidado/a a participar da elaboração do Plano de Contingência de sua cidade. A resposta negativa geral demonstra, segundo a assessora, a desconsideração com a participação popular, essencial para a construção destes planos.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="954" src="https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f1d2d6a115-1024x954.jpg" alt="" class="wp-image-12623" srcset="https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f1d2d6a115-1024x954.jpg 1024w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f1d2d6a115-300x280.jpg 300w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f1d2d6a115-768x716.jpg 768w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f1d2d6a115-1536x1431.jpg 1536w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f1d2d6a115-2048x1908.jpg 2048w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f1d2d6a115-205x191.jpg 205w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/6a7f1d2d6a115-480x447.jpg 480w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Conceitos e desafios: Lucas D&#8217;Ávila, assessor da Cáritas Brasileira</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">“A ganância pelo lucro é proporcional às emergências socioambientais”, disse Lucas. “As emergências vão aumentando e as desigualdades sociais também”, acrescentou. Entre outras informações, Lucas salientou uma das fronteiras planetárias preocupantes dos tempos atuais: a presença de microplástico nos nossos corpos contaminados. Riscos, desastres, capacidades &#8211; estes conceitos foram sendo explicados e compreendidos num diálogo enriquecedor.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Roseli conduziu depois uma dinâmica com duas situações hipotéticas de enfrentamento às emergências socioclimáticas, propondo ao grupo discutir ações imediatas e campanhas de alerta e solidariedade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Hora de multiplicar conhecimento nos territórios</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/image-1024x683.png" alt="" class="wp-image-12628" srcset="https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/image-1024x683.png 1024w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/image-300x200.png 300w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/image-768x512.png 768w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/image-1536x1024.png 1536w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/image-2048x1365.png 2048w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/image-205x137.png 205w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/image-480x320.png 480w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Cuidados na comunidade: Beloni Oliveira, coordenadora nacional do CONAQ RS</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O encontro de formação foi muito útil para nossa comunidade, pois abrange os cuidados que a nossa comunidade quilombola já tem com meio ambiente, e também com os descartes dos lixos de forma correta”, disse Beloni Oliveira, do Quilombo da Mormaça, localizado no município de Sertão. Beloni é conselheira tutelar e coordenadora nacional da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Quilombolas Rurais (CONAQ) do Rio Grande do Sul. “Também nos ensinou que devemos sempre estar preparados tanto psicologicamente como fisicamente para o enfrentamento das mudanças climáticas. E, principalmente, trabalhar em união com a comunidade e com outras pessoas”, concluiu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Janete Teresinha Arenhart, coordenadora da Cáritas Paróquia Imaculada Conceição de Getúlio Vargas (RS), chamou a atenção para a imersão intensiva proporcionada pelo encontro, que propiciou refletir sobre a responsabilidade humana e o comprometimento com o meio ambiente e o bem-estar coletivo. “Esse momento me despertou que os seres humanos têm total responsabilidade moral e ética para com o meio ambiente e outras espécies que nele habitam. Me convenci também que a ética é especialmente importante, porque estamos diante de diversos desafios que afetam a nossa vida em comum, principalmente os desastres climáticos”, salientou Janete.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leandro Basso, secretário municipal da Assistência Social de Erechim, participou em uma parte do encontro de formação e deixou uma mensagem de valorização do trabalho da Cáritas e reconhecimento pela importância da atividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Da ameaça ao recomeço: a importância do Papagaio-Charão e seu parque no Rio Grande do Sul</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 00:09:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>
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					<description><![CDATA[Araucárias (Araucaria angustifolia), espécie nativa protegida pelo Parque Estadual do Papagaio-Charão. &#124; Foto: Gabrielly Flores Por Maria Caroline &#124; Bolsista do PET Educom Clima Fonte: https://ufsm.br/r-955-411 Publicado em 05/08/2026, 15h34 Na região do Alto Uruguai, há um ator relevante para a preservação necessária de fragmentos da Mata Atlântica: o Parque Estadual do Papagaio-Charão (PEPC), localizado no município [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Araucárias (<em>Araucaria angustifolia</em>), espécie nativa protegida pelo Parque Estadual do Papagaio-Charão. |<em> Foto: Gabrielly Flores</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por Maria Caroline | Bolsista do PET Educom Clima</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <a href="https://ufsm.br/r-955-411">https://ufsm.br/r-955-411</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Publicado em 05/08/2026, 15h34</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na região do Alto Uruguai, há um ator relevante para a preservação necessária de fragmentos da Mata Atlântica: o Parque Estadual do Papagaio-Charão (PEPC), localizado no município de Sarandi, na parte centro-norte do Rio Grande do Sul. A unidade de conservação atua na proteção da fauna e da flora, destacando-se principalmente na defesa de espécies ameaçadas de extinção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE), o Parque teve sua origem na Antiga Reserva Florestal criada em 1949, transformando-se, no ano de 1954, em Parque Estadual. Já em 1982 foi renomeado para Parque Florestal Estadual de Rondinha, uma área de aproximadamente mil hectares. Mas foi apenas em 2010 que a unidade de conservação passou a ser nomeada, definitivamente, Parque Estadual do Papagaio-Charão, homenageando a espécie originária do RS.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/imagem_2026-08-05_142925767-768x1024-1.jpg" alt="" class="wp-image-12600" srcset="https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/imagem_2026-08-05_142925767-768x1024-1.jpg 768w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/imagem_2026-08-05_142925767-768x1024-1-225x300.jpg 225w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/imagem_2026-08-05_142925767-768x1024-1-205x273.jpg 205w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/imagem_2026-08-05_142925767-768x1024-1-480x640.jpg 480w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption"><sub>Placa de acesso à Trilha do Jabuticabal, localizada no Parque Estadual do Papagaio-Charão, em Sarandi (RS), orienta visitantes sobre o percurso e as características da unidade de conservação.<em> | Foto</em></sub><em><sub>: Gabrielly Flores</sub></em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Papagaio-Charão: o grande protagonista</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O papagaio-charão é considerado uma ave símbolo da área de preservação. De acordo com o biólogo Roberto Tomasi Junior, na década de 1990, a população da ave era estimada em oito mil indivíduos, mas com o surgimento de iniciativas de conservação se reergueu e atualmente vem totalizando aproximadamente 20 mil indivíduos. “Na região do entorno do parque, é possível visualizar alguns bandos, que frequentam nas épocas de primavera onde estão em fase reprodutiva. No verão, iniciam-se rotas migratórias pelo RS, agregando bandos, enquanto no outono/inverno se concentram na Serra Catarinense, com toda a sua população, para se alimentar basicamente de pinhão”, destaca Roberto.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/imagem_2026-08-05_145348695-768x1024-1.jpg" alt="" class="wp-image-12601" srcset="https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/imagem_2026-08-05_145348695-768x1024-1.jpg 768w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/imagem_2026-08-05_145348695-768x1024-1-225x300.jpg 225w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/imagem_2026-08-05_145348695-768x1024-1-205x273.jpg 205w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/imagem_2026-08-05_145348695-768x1024-1-480x640.jpg 480w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">A araucária integra a vegetação protegida pelo Parque Estadual do Papagaio-Charão. É dessa espécie que se originam os pinhões, principal alimento do papagaio-charão durante o outono e o inverno. |<em> Foto: Gabrielly Flores</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Fauna e flora do parque</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com uma extensão territorial de mil hectares, o PEPC abriga uma rica e importante biodiversidade regional, sendo encontradas no local algumas espécies da fauna e da flora em extinção, como araucárias (<em>Araucaria angustifolia</em>), butiás (<em>Butia exilata</em>), grápia (<em>Apuleia leiocarpa</em>), papagaio-do-peito-roxo (<em>Amazona vinacea</em>) e o gato-do-mato-grande (<em>Leopardus geoffroyi</em>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A unidade de conservação serve como local de refúgio para os animais, que ali encontram abrigo e alimentos para sobreviver. “O parque preserva uma importante área de transição entre a vegetação da floresta de araucárias e dos campos, mantendo preservadas muitas espécies da flora da nossa região e, dessa forma, sendo refúgio para várias espécies […], destaca a bióloga e assessora de Secretaria e Departamento de Sarandi, Gabrielly Flores.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/imagem_2026-08-05_150656322-768x1024-1.jpg" alt="" class="wp-image-12603" srcset="https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/imagem_2026-08-05_150656322-768x1024-1.jpg 768w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/imagem_2026-08-05_150656322-768x1024-1-225x300.jpg 225w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/imagem_2026-08-05_150656322-768x1024-1-205x273.jpg 205w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/imagem_2026-08-05_150656322-768x1024-1-480x640.jpg 480w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Trecho de mata preservada no Parque Estadual do Papagaio-Charão, importante remanescente da Mata Atlântica no norte do Rio Grande do Sul. | <em>Foto: Gabrielly Flores.</em></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Desafios para a conservação do PEPC</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O PEPC é administrado diretamente pelo Estado, enquanto que a gestão municipal de Sarandi presta serviços de apoio à unidade de conservação quando solicitada pelo órgão estadual. De acordo com Gabrielly, as duas administrações, sempre que possível, realizam em conjunto ações de fiscalização e preservação na área ambiental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para preservar toda a área verde, muitos desafios são encontrados e precisam de atenção.&nbsp; Roberto destaca que o PEPC enfrenta a invasão de espécies exóticas, a caça ilegal e a falta de corredores florestais&nbsp; que unam o parque a outras áreas verdes. Dessa forma, os pontos que frequentemente sofrem essas movimentações, tanto humanas quanto naturais, precisam de mais atenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Um Parque Estadual deve ser protagonista ambiental na sua região”, destaca a bióloga Flávia Biondo da Silva, falando sobre a importância de áreas de preservação para cada região do Brasil. Flávia atua em projetos de conservação, como o Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (GESP) de Passo Fundo, que desenvolve ações na fiscalização, denúncias de problemas ambientais, participações em fóruns e projetos regionais voltados ao meio ambiente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Iniciativas como a GESP&nbsp; também têm papel importante no enfrentamento aos desafios nas áreas de conservação. A entidade ajuda na manutenção e na fiscalização de áreas protegidas da região. “As ações do GESP são de abrangência tanto local quanto regional, como representar a sociedade em fóruns regionais. Recebemos e encaminhamos denúncias de problemas ambientais não só de Passo Fundo, mas de diversos municípios da região”, comenta Flávia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto ao papagaio-charão que dá nome ao Parque, é uma espécie vulnerável, ameaçada de extinção, pois de acordo com a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), fatores como a perda de seu habitat e o tráfico ilegal colocam a espécie em risco.&nbsp; Ele tem cores que o identificam (verde e vermelho) e pode ser avistado em várias partes do Rio Grande do Sul.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As ações desenvolvidas por órgãos públicos, pesquisadores e entidades ambientais formam um conjunto capaz de preservar e proteger as unidades de conservação, como, o PEPC, contribuindo para a manutenção dos patrimônios ambientais do Rio Grande do Sul.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/imagem_2026-08-05_152333689-768x1024-1.jpg" alt="" class="wp-image-12604" srcset="https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/imagem_2026-08-05_152333689-768x1024-1.jpg 768w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/imagem_2026-08-05_152333689-768x1024-1-225x300.jpg 225w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/imagem_2026-08-05_152333689-768x1024-1-205x273.jpg 205w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/08/imagem_2026-08-05_152333689-768x1024-1-480x640.jpg 480w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Cachoeira localizada no interior do Parque Estadual do Papagaio-Charão, área que integra a paisagem natural protegida pela unidade de conservação. | <em>Foto: Gabrielly Flores</em></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><em>Em tempo: o papagaio-charão inspirou o mascote do PET Educom Clima, o Charito. Esta reportagem é uma forma de homenagem e de alerta em prol de sua conservação.</em></h2>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Saiba mais:</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre a espécie:&nbsp;<a href="https://apremavi.org.br/o-pequeno-gigante-da-floresta-com-araucarias-a-jornada-do-papagaio-charao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://apremavi.org.br/o-pequeno-gigante-da-floresta-com-araucarias-a-jornada-do-papagaio-charao/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Parque Estadual do Papagaio Charão:&nbsp;<a href="https://sema.rs.gov.br/parque-estadual-do-papagaio-charao" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://sema.rs.gov.br/parque-estadual-do-papagaio-charao</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (GESP):&nbsp;<a href="https://sentineladospampas.eco.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://sentineladospampas.eco.br/</a></p>
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		<title>GESP PROTOCOLA CORRESPONDÊNCIAS EM DEFESA DA ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL BALEIA FRANCA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[administrador@sentineladospampas.eco.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 23:33:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas/GESP, encaminhou manifestação para a Presidência da Câmara dos Deputados e para a Presidência da Frente Parlamentar Mista Ambientalista do Congresso Nacional, manifestando a sua preocupação e contrariedade em relação ao PL &#8211; Projeto de Lei nº 849/2025 que visa retirar áreas terrestres da Área de Proteção Ambiental (APA) da [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas/GESP, encaminhou manifestação para a Presidência da Câmara dos Deputados e para a Presidência da Frente Parlamentar Mista Ambientalista do Congresso Nacional, manifestando a sua preocupação e contrariedade em relação ao PL &#8211; Projeto de Lei nº 849/2025 que visa retirar áreas terrestres da Área de Proteção Ambiental (APA) da Balei Franca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A APA da Baleia Franca (APABF) é uma Unidade de Conservação Federal de Uso Sustentável, localizada no litoral de Santa Catarina, criada há 25 (vinte e cinco) anos e tem como objetivos, dentre outros:</p>



<p class="wp-block-paragraph">1 ) Proteger a Baleia Franca Austral (Eubalaena australis)</p>



<p class="wp-block-paragraph">2 )&nbsp; Ordenar e garantir o uso racional dos recursos naturais e o tráfego de embarcações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3 ) Reduzir ou extinguir a APA da Baleia Franca é um retrocesso ambiental que vulnerabiliza a conservação de áreas ambientalmente frágeis e socialmente importantes. Este ato promoverá:</p>



<p class="wp-block-paragraph">4 )&nbsp; O avanço da especulação imobiliária</p>



<p class="wp-block-paragraph">5 )&nbsp; A degradação ambiental</p>



<p class="wp-block-paragraph">6 )&nbsp; Ameaça à biodiversidade e ao modo de vida das comunidades tradicionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe uma corrida global para se expandir Unidades de Conservação, e este retrocesso vai na direção contrária, fomentando um modelo de desenvolvimento fracassado que privilegia o interesse econômico de um pequeno grupo em detrimento da vida e da saúde de todos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp; APA é a principal área do Brasil onde a Baleia Franca Austral &#8211; espécie listada como “em perigo” pela Portaria MMA n.148 de 07 de junho de 2022 &#8211; se reproduz e alimenta seus filhotes. Esse território se destaca como refúgio indispensável para esta espécie e para toda a biodiversidade marinho-costeira, que está diante das ameaças crescentes das Mudanças Climáticas e da poluição dos oceanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reconhecemos a importância de todo o território da APABF e repudiamos com veemência o Projeto de Lei n.849/2025 e o Projeto de Decreto legislativo n.130/25.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante o exposto, o Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas/GESP, manifesta a sua contrariedade em relação ao presente projeto de lei e colocamos totalmente em apoio à integralidade da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca e contra a total irresponsabilidade de tentativas de redução do seu território, por um grupo de políticos que desprezam a agenda ambiental brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte de informações:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rede de Apoiadores da APA da Baleia Franca (APABF)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Associação O Eco</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title> MATERIAL ESCOLAR FORAM DOADOS PARA PROJETO PEDÁGIO SOLIDÁRIO UNIDOS PELA EDUCAÇÃO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[administrador@sentineladospampas.eco.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 23:30:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (GESP), recebe da comunidade em geral doação de materiais escolares como: cadernos, revistas, gibis, livros didáticos, livros de literatura, apostilhas, lápis, canetas, lápis de cor, entre outros. Estes materiais são selecionados, higienizados e limpo, posteriormente, são doados para organizações da sociedade civil, escolas públicas da rede municipal e estadual e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>O Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (GESP), recebe da comunidade em geral doação de materiais escolares como: cadernos, revistas, gibis, livros didáticos, livros de literatura, apostilhas, lápis, canetas, lápis de cor, entre outros. Estes materiais são selecionados</strong>,<strong> higienizados e limpo, posteriormente, são doados para organizações da sociedade civil, escolas públicas da rede municipal e estadual e outras instituições de Passo Fundo, que necessitam. Este trabalho já é realizado há vários anos e foram distribuídos milhares de materiais e contempladas várias instituições de Passo Fundo. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>No mês de julho de 2026, foi realizado mais uma entrega destes materiais para o &#8220;Projeto Pedágio Solidário Unidos pela Educação&#8221;, trabalho importante e significativo que vem sendo desenvolvido por lideranças femininas do Loteamento Canaã, em nossa cidade.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A líder comunitária e presidente da Associação de Moradores Canaã, Jaqueline Chaves da Rosa, recebeu os materiais e em agradecimento, enviou a seguinte mensagem para o GESP:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>&#8220;</em></strong><strong><em>&#8230;&#8230;Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas que veio fazer uma doação de material escolar e alguns brinquedos pedagógicos. Eu Flávia Jacqueline Chaves da Rosa como presidente da Associação de Moradores Canaã só tenho a agradecer em nome de toda a comunidade pela doação de materiais escolares que serão distribuídos pela coordenadoria do Projeto Pedágio Solidário Unidos pela Educação que é coordenado pela mentora do projeto Vanusa Fonseca estudante de Psicologia e que atualmente é a Segunda Mais Bela Comunitária do RS e por mim que além de estar com ela no Pedágio também tenho o Projeto Brincar que foi um dos motivos que me levou a estudar Pedagogia e através desse projeto desenvolvo brincadeiras pedagógicas como leitura, literatura com poesia, contação de história, usufruindo também do meu lado de Escritora entre outras brincadeiras sobre meio ambiente, gincana cultural , como também festas e distribuição de doces e presentes que recebemos de doação em datas comemorativas para as crianças da comunidade junto com a associação.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Esses materiais escolares serão entregues as crianças de famílias mais carentes e alguns brinquedos pedagógicos que serão usados e utilizados nos eventos do Projeto Brincar. Temos ainda outros projetos na nossa comunidade como por exemplo o Esporte Clube Canaã com treinamentos grátis de futebol. O Projeto</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Mulher Apoia Mulher que faz um trabalho de escuta e rodas de conversa com mulheres sobre violência contra a mulher, saúde da mulher e saúde Mental. Esses projetos todos através do voluntariado. Também o Projeto Crescer com Amor que recebe doações de roupas e monta kits principalmente para bebês e crianças que recebem tudo limpinho e arrumado e nesse mesmo projeto estamos desenvolvendo trabalhos de custumização, costura e criação de bolsas com reaproveitamento de jeans e com o propósito de futuramente gerar trabalho e renda principalmente para mães solo e mulheres que vivem em vulnerabilidade, esse projeto é socioambiental, e promove a troca e a economia circular e mesmo ainda estando no início já estamos participando do Amplitude Perifa com o Grupo Aliança entre os 60 primeiros projetos selecionados dessa edição e apesar de estarmos em fase de teste e experimentos arriscamos ver se recebemos apoio para podermos dar andamento no sonho dessas mulheres&#8230;..&#8221;</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Caso queira doar e contribuir com este projetos, o material escolar poderá ser entregue na sede do GESP em horário comercial &#8211; Av, Brasil Oeste, nº 758, Bairro Centro (fundos da antiga Prefeitura Municipal de Passo Fundo/Teatro Múcio de Castro). </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>COLABORE!!!&nbsp;</strong></p>
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		<title>Justiça suspende dispensa de licenciamento para irrigação superficial no RS e restabelece licenciamento ambiental</title>
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		<dc:creator><![CDATA[administrador@sentineladospampas.eco.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2026 22:52:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Liminar atende ação do Ministério Público e reforça argumentos defendidos por entidades ambientalistas da Apedema-RS – Assembleia Permanente das Entidades de Defesa do Meio Ambiente do RS Fonte: https://agirazul.com/arquivos/23777 Redação do Jornalista João Batista Santafé Aguiar para o site da APEDEMA-RS – Fotografia de destaque: Foto: José Francisco da Silva Martins (https://www.embrapa.br/web/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/arroz/producao/sistema-de-cultivo). Texto ampliado em 31/7/2026, 9h30. A Vara Regional do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Liminar atende ação do Ministério Público e reforça argumentos defendidos por entidades ambientalistas da Apedema-RS</em> – <em>Assembleia Permanente das Entidades de Defesa do Meio Ambiente do RS</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <a href="https://agirazul.com/arquivos/23777">https://agirazul.com/arquivos/23777</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Redação do Jornalista João Batista Santafé Aguiar para o site da </em><a href="https://www.apedemars.org.br/"><em>APEDEMA-RS</em> </a>– <em>Fotografia de destaque: Foto: José Francisco da Silva Martins (<a href="https://www.embrapa.br/web/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/arroz/producao/sistema-de-cultivo">https://www.embrapa.br/web/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/arroz/producao/sistema-de-cultivo</a>)</em>. <em>Texto ampliado em 31/7/2026, 9h30.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Vara Regional do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul concedeu liminar suspendendo os efeitos, em parte, da <strong><a href="https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=498134">Resolução Consema nº 554/2026</a></strong>) na parte que dispensa o licenciamento ambiental para empreendimentos de irrigação pelo método superficial (CODRAM 111.30) atingindo principalmente a produção de arroz. A decisão determina que o Estado volte a exigir o licenciamento ambiental até o julgamento definitivo da ação civil pública proposta pelo Ministério Público Estadual.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="500" height="292" src="https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/07/c1eca2d4-b1c4-4b66-846e-402bbf7753c0-1.webp" alt="" class="wp-image-12589" srcset="https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/07/c1eca2d4-b1c4-4b66-846e-402bbf7753c0-1.webp 500w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/07/c1eca2d4-b1c4-4b66-846e-402bbf7753c0-1-300x175.webp 300w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/07/c1eca2d4-b1c4-4b66-846e-402bbf7753c0-1-205x120.webp 205w, https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2026/07/c1eca2d4-b1c4-4b66-846e-402bbf7753c0-1-480x280.webp 480w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Vista geral de lavouras de arroz irrigado na região da Depressão Central do estado do Rio Grande do Sul, município de Agudo.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A medida representa uma vitória para o Ministério Público e para entidades ambientalistas que vinham alertando para os riscos da flexibilização do controle ambiental e protocolaram uma representação em julho de 2026. As entidades que assinam a representação (texto linkado abaixo) foram a&nbsp;<strong>MIRA-SERRA</strong>, a&nbsp;<strong>Ser Ação</strong>, a&nbsp;<strong>Onda Verde&nbsp;</strong>e o&nbsp;<strong>Igré</strong>, todos integrantes da&nbsp;<strong>Assembleia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul (Apedema-RS)</strong>, que manifestou preocupação com a retirada de um dos principais instrumentos de prevenção de impactos sobre os recursos hídricos e os ecossistemas gaúchos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Representação, a irrigação superficial é uma atividade de elevado potencial de impacto ambiental, envolvendo captação de água em larga escala, alterações no solo, drenagem, intervenções em áreas de preservação permanente e possibilidade de aumento da erosão e do transporte de sedimentos. Também foi sustentado que a substituição do licenciamento ambiental apenas pela outorga de uso da água e pelo Cadastro Ambiental Rural (CAR) não assegura a avaliação integrada dos impactos ambientais nem a definição de medidas preventivas e condicionantes para cada empreendimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro argumento defendido pela entidade foi a inexistência de estudos técnico-científicos que justificassem a retirada do licenciamento e a ausência da consulta pública prevista na legislação estadual para mudanças que reduzam mecanismos de proteção ambiental. Para o Ser Ação, a resolução representa um retrocesso na política ambiental gaúcha, em desacordo com os princípios constitucionais da prevenção, da precaução e da vedação ao retrocesso ambiental.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Fundamentação da decisão</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na decisão, a juíza Patrícia Antunes Laydner concluiu que existem elementos suficientes para demonstrar, em análise preliminar, tanto a probabilidade do direito quanto o risco de dano ambiental caso a dispensa do licenciamento permaneça em vigor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A magistrada observou que a irrigação pelo método superficial não pode ser confundida com a simples atividade agrícola, pois envolve infraestrutura composta por sistemas de captação, bombeamento, armazenamento, distribuição, drenagem e eventual devolução de água aos corpos hídricos, capazes de produzir impactos que extrapolam os limites das propriedades rurais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão também destaca que a Resolução Consema nº 554/2026 eliminou integralmente o licenciamento sem demonstrar, por meio de estudos técnicos, que os riscos anteriormente reconhecidos pelo próprio Estado deixaram de existir. Pelo contrário, pareceres técnicos da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e da Fepam apontaram que a irrigação superficial pode provocar alterações no uso do solo, supressão de vegetação, fragmentação de habitats, erosão, assoreamento, lançamento de sedimentos e poluição difusa por nutrientes e agroquímicos, recomendando a manutenção do licenciamento e a realização de consulta pública antes de qualquer mudança normativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto enfatizado pela magistrada é que a outorga de uso dos recursos hídricos e o Cadastro Ambiental Rural possuem finalidades distintas e não substituem o licenciamento ambiental, já que não avaliam de forma integrada os impactos ambientais nem estabelecem medidas mitigadoras, programas de monitoramento ou condicionantes específicas para cada empreendimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A juíza também considerou relevante a ausência da consulta pública exigida pelo artigo 229 da Lei Estadual nº 15.434/2020, entendendo que a participação da sociedade é requisito essencial quando alterações normativas reduzem instrumentos de controle ambiental.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Mudanças climáticas reforçam necessidade de prevenção</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos aspectos destacados na decisão é o atual cenário climático do Rio Grande do Sul. A magistrada observa que o Estado vive uma sucessão de estiagens severas e eventos extremos de chuva, agravados pelas mudanças climáticas, circunstância que exige o fortalecimento — e não a redução — dos mecanismos preventivos de gestão ambiental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão cita, inclusive, alertas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) sobre a possibilidade de ocorrência de um El Niño de forte intensidade entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027, aumentando a necessidade de cautela na gestão dos recursos hídricos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Efeitos da liminar</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A liminar determina que o Estado do Rio Grande do Sul deixe de aplicar a dispensa de licenciamento prevista na Resolução Consema nº 554/2026, mantendo os procedimentos de licenciamento ambiental anteriormente vigentes para novos empreendimentos de irrigação superficial. Também obriga o governo estadual a divulgar amplamente a decisão e comunicar a Fepam e todos os órgãos ambientais municipais licenciadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As licenças ambientais concedidas antes da edição da resolução permanecem válidas, mas novos pedidos deverão voltar a observar o regime de licenciamento ambiental até nova deliberação da Justiça. Cabe recurso da decisão ao Tribunal de Justiça.</p>
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		<title>A função dos rios precisa ser mudada?</title>
		<link>https://sentineladospampas.eco.br/a-funcao-dos-rios-precisa-ser-mudada/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[administrador@sentineladospampas.eco.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jul 2026 20:17:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Flávia Biondo da Silva, bióloga, produtora cultural e presidente do GESP Imagem: Projeto Navegar &#8211; Rio Jacuí, Arquivo GESP No passado, durante a colonização, as populações se fixaram nas margens dos rios, pois a água era o principal meio de sobrevivência, sendo utilizada para todas as atividades humanas, desde a alimentação até o transporte. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Por Flávia Biondo da Silva, bióloga, produtora cultural e presidente do GESP</p>



<p class="wp-block-paragraph">Imagem: Projeto Navegar &#8211; Rio Jacuí, Arquivo GESP</p>



<p class="wp-block-paragraph">No passado, durante a colonização, as populações se fixaram nas margens dos rios, pois a água era o principal meio de sobrevivência, sendo utilizada para todas as atividades humanas, desde a alimentação até o transporte. Posteriormente, também passou a ser utilizada na industrialização, como força mecânica para ferrarias e moinhos, além da produção de energia elétrica. A água e as árvores, por meio da produção de madeira para aquecimento, abrigo e comercialização, fizeram o Rio Grande do Sul crescer em população e economicamente, adentrando o continente pelos rios afluentes que formam o Rio Guaíba. Assim, o território foi sendo ocupado e, em cada época, a água desempenhou sua função de contribuir para o “crescimento” do Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, cresceram as cidades às margens dos rios. Esses rios chegaram a um momento em que deixaram de cumprir sua função, pois foram completamente transformados pela destruição de suas matas ciliares protetoras, pelo assoreamento de seus leitos com o acúmulo de detritos, pelo alargamento de suas margens em decorrência da erosão e pela impermeabilização dos solos. Sua função de navegabilidade transformou-se em navegação de lixo, esgoto, toxicidade e morte. No lugar de levar água e nutrientes das montanhas até os mares deu lugar à de carregar os resíduos do consumo desenfreado da humanidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, os rios nas áreas urbanas parecem não ter mais função. Como não é possível transferi-los para outro lugar, são contaminados, congestionados de lixo, alinhados, canalizados, entubados e encobertos por asfalto, concreto, casas e prédios. Além disso, acabam acolhendo a vulnerabilidade humana daqueles que não têm oportunidade de construir suas casas em locais altos e estruturados pelo capitalismo selvagem. E não é diferente no meio rural, onde se secam nascentes e banhados e se destroem matas ciliares para obter lucro, a um custo elevado de contaminação das águas, perda das produções e criações e endividamentos sem fim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em tempos de emergência climática, é preciso repensar a função dos rios, observar as leis da natureza e reconstruir paradigmas. Atualmente, reter e manter a água nas cabeceiras das bacias hidrográficas é um desafio necessário, e buscar alternativas por meio de soluções baseadas na natureza é um caminho que pode diminuir as consequências das estiagens e secas, além de minimizar os impactos das enchentes e alagamentos. Da redução da impermeabilização dos solos nas áreas urbanas e rurais à ampliação das áreas verdes, passando pela recuperação das Áreas de Preservação Permanente (APPs), das nascentes e dos banhados, por licenciamentos ambientais mais restritivos, pelo controle do adensamento populacional, pela relocação da população vulnerável, pela diversificação da produção de alimentos (agroecológicos e agroflorestais), pelo aproveitamento de espaços ociosos e pela educação ambiental crítica e permanente, é necessário um conjunto de medidas pois apenas a desobstrução e a drenagem de riachos e rios não são suficientes. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Do passado ao presente, a humanidade evoluiu tecnologicamente, reduzindo o esforço na produção. No entanto, em relação à degradação ambiental, continua presa à lógica de que tudo é recurso e de que os recursos são ilimitados. O gene se transfere, o recurso se esgota, mas a natureza se transforma e sobrevive, impondo consequências cada vez mais caras à humanidade. E talvez o próprio gene não resista.</p>
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		<title>O benemérito Ivaldino Tasca</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Jul 2026 19:12:39 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph">Por Gilberto Cunha<br>23 de Jul de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.onacional.com.br/opiniao,47/2026/07/23/o-benemerito-ivaldino-tasca,132956">https://www.onacional.com.br/opiniao,47/2026/07/23/o-benemerito-ivaldino-tasca,132956</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem ousaria imaginar que a mesma instituição que um dia, “gentilmente”, no final dos anos 1960, por razões que a própria razão desconhece, parafraseando Blaise Pascal, convidou o estudante de Direito e Filosofia IvaldinoTasca a se fastar do seu corpo discente, passadas quase seis décadas, receberia, com a merecida pompa, na Sala dos Conselhos da Reitoria, no dia 14 de julho de 2026, o jornalista, editor e escritor Ivaldino Tasca, para lhe outorgar o título de Benemérito da Universidade de Passo Fundo. O destino tem dessas ironias. E que bom que o desfecho, nesse caso, tenha sido esse, pois o legado de Ivaldino Tasca, na comunicação local, seja como jornalista e radialista, e como escritor, acima de tudo no papel de editor, indiscutivelmente, é digno de aplausos. Nossos respeitos à direção da UPF pela escolha do nome de Ivaldino para ser o primeiro agraciado com o título de benemérito da instituição, tomando por base o reconhecimento à sua notável trajetória profissional e à sua incansável dedicação aos registros históricos, em especial da Universidade de Passo Fundo. Que os próximos beneméritos sejam tão merecedores da distinção honorífica quanto ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ivaldino AntonioTasca é natural de Barra Funda (município emancipado de Sarandi em 1992), RS. Chegou em Passo Fundo, acompanhado dos pais, por volta dos 12 anos de idade. Aqui estudou, trabalhou, constituiu família e vive desde então. O primeiro livro que leu, para nunca mais parar, foi “O Prisioneiro da Montanha”, do ex-frei Fidélis Dalcin Barbosa.&nbsp;Desde muito cedo demonstrou vocação política. Na fase de estudante no Colégio Marista Conceição vinculou-se ao Grupo da Juventude Estudantil Católica (JEC), tendo concluído, no Colégio Rosário, em Porto Alegre, o Curso de Alfabetização de Adultos do Paulo Freire, cujo método, com o advento da Ditadura Militar, em 1964, acabaria proscrito. Na fase universitária, continuou atuante no movimento estudantil. Presidiu o Diretório Acadêmico da Faculdade de Direito, secretariou o Diretório Central de Estudantes da UPF e esteve em dois congressos da UNE, inclusive no evento clandestino de Ibiúna, em 1968, acompanhado dos colegas passo-fundenses Carlos Alceu Machado, Gilberto Borges e Argeu Santarém, que culminou na prisão em massa de estudantes. A relação Ivaldino Tasca e UPF é umbilical. Foi dele o discurso, como representante dos estudantes, na cerimônia de instalação da Universidade de Passo Fundo, em 11 de maio de 1968.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há duas obras, pelo menos, que registram a história da UPF pelas mãos abalizadas do editor Ivaldino Tasca, publicadas pela sua editora, a Aldeia Sul. Eu me refiro aos icônicos livros “UPF, que horas são”, de 2002, que traz a histórica entrevista, conduzida pelo hábil jornalista Ivaldino Tasca, com o padre Elydo Alcides Guareschi, o reitor que ocupou esse posto por mais tempo, de 1982 a 1998, na Universidade de Passo Fundo. Tasca extraiu “quase confissões” do ex-reitor, que seriam inimagináveis de serem obtidas por outra pessoa. Querem saber quais? Leiam o livro.&nbsp;E “Eu e a UPF: memórias”, publicado também pela Aldeia Sul, em 2013, que Ivaldino Tasca atuou como organizador. Os primeiros 45 anos da história da UPF São perpassados pelas memórias de quem foi, de fato, ator relevante nessa construção. Apenas para instigar a curiosidade dos leitores. Quem quiser entender o papal da Faculdade de Educação na consolidação da importante Universidade Comunitária que se transformaria a UPF, ler esse livro é imprescindível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De lavra própria de Ivaldino Tasca, há muitas obras. Vou fazer referência a duas apenas. O best-seller “Cuba não briga com o cozinheiro”, em coautoria com o poeta e ensaista cubano Ricardo Pérez, cuja primeira edição, 5000 exemplares, de 1999, esgotou rapidamente. Obra polêmica, alusiva aos 40 anos da Revolução Cubana, trazendo um olhar crítico, de quem esteve&nbsp;<em>in loco</em>, da situação, na decantada Ilha de Fidel, após o esfacelamento da antiga União Soviética. Esse livro rendeu críticas de setores mais à esquerda a Ivaldino Tasca.&nbsp;E “A reza, o espantalho e os transgênicos – mitos, medo e ciência na agricultura”, publicado em 2001, que lança luzes, a partir da posição de cientistas, sobre o conturbado período vivido na agricultura brasileira, na segunda metade dos anos 1990, com o advento da chegada dos Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) nos nossos campos, pela entrada clandestina da soja contrabandeada da Argentina. Duas obras dignas de leitura, para se entender melhor os tempos atuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há ainda o Ivaldino Tasca ficcionista, do livro de contos “Portas”; o autor da peça teatral “A lenda da Mãe Preta”; o memorialista dos “15 dias que abalaram Passo Fundo”; e muitos outros títulos. O Ivaldino Tasca que editou, sem obter lucro, centenas de autores locais; o político abnegado, que na eleição de 1988, para prefeito de Passo Fundo, obteve 7165 votos. E, acima de tudo, o ser humano singular Ivaldino Tasca, que, por indiscutíveis méritos, foi escolhido Patrono da Feira do Livro de Passo Fundo em 2025; agraciado com a Medalha de Excelência Acadêmica 2026 da APLetras; e, coroando, com o galardão de Benemérito da UPF. Mara, Janaína e Júlio Vinícius, compartilhamos com vocês o nosso orgulho de termos Ivaldino Tasca nos quadros da Academia Passo-Fundense de Letras!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SUGESTÃO DO COLUNISTA:&nbsp;</strong>O livro “El Niño Oscilação Sul – Clima, Vegetação e Agricultura” está disponível para download gratuito: https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1164333/el-nino-oscilacao-sul-clima-vegetacao-e-agricultura</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foto: <a href="https://rduirapuru.com.br/uirapuru-ecologia-uniao-de-entidades-e-vital-para-preservacao-das-aguas-e-nascentes-locais/">https://rduirapuru.com.br/uirapuru-ecologia-uniao-de-entidades-e-vital-para-preservacao-das-aguas-e-nascentes-locais/</a></p>
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		<title>Fórum da Agenda 21 de Passo Fundo será homenageado pelos 20 anos de atuação</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 21:19:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Políticas Públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[Prezados parceiros e caminheiros do Fórum da Agenda 21 de Passo Fundo, instituído pelo Decreto do Executivo Municipal nº 131/2006. É com grande alegria que compartilhamos este momento especial de celebração dos 20 anos de atuação do Fórum da Agenda 21 de Passo Fundo, uma trajetória marcada pelo compromisso com as questões socioambientais, a promoção [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Prezados parceiros e caminheiros do Fórum da Agenda 21 de Passo Fundo, instituído pelo Decreto do Executivo Municipal nº 131/2006.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É com grande alegria que compartilhamos este momento especial de celebração dos 20 anos de atuação do Fórum da Agenda 21 de Passo Fundo, uma trajetória marcada pelo compromisso com as questões socioambientais, a promoção do desenvolvimento sustentável e o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As conquistas e os avanços alcançados em nossa cidade são resultado da parceria, do diálogo e das ações construídas coletivamente ao longo dessas duas décadas. Cada instituição e cada pessoa que fez parte dessa caminhada contribuiu para fortalecer esse importante movimento em prol de uma Passo Fundo mais sustentável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, sua presença será motivo de grande honra e satisfação neste ato solene comemorativo, que celebra não apenas uma história de realizações, mas também renova nosso compromisso com o futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contamos com sua participação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muito obrigado!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademar Marques<br>Secretário Executivo do Fórum da Agenda 21 de Passo Fundo</p>
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